segunda-feira, 23 de novembro de 2009

O Prazer de Morrer



São Paulo, 23 de Novembro de 2009
Poema-Piada / Temática: Morte

Em um caixão de madeira estrangeira,
Revestido em seda da melhor qualidade, me repousava.

Conseguia sentir o gosto do meu próprio sangue coagulando,
Que delícia!
Um gosto delirante.

Conseguia sentir o calor das pessoas ao meu redor,
Ouvia caindo no chão, lágrima quentes e salgadas,
Que sensação agradável!
Me sentia acomodado com a atenção das pessoas.

Sentia meus pulsos no calor das velas,
Até o cheiro de jasmim da coroa de flores eu apreciava naquela sala.
Aquele cheiro de carne;
Carne que começava a se decompor,
Me deixava encantado.

Sentia ao meu lado o perfume,
O perfume de todos aqueles falsos,
Com lágrimas teatrais,
Que nunca em mim haviam reparado;
E que agora encenam sobre meu corpo.

Após suportar todos aqueles atores,
Comecei a me sentir distante,
Sozinho.
Foi assim que percebi que a vida só começaria,
Para mim,
Agora.

Cesar A. Brito Cannizzaro

4 comentários:

  1. aaah, eu adoroo esse poema! (:
    perfeitooo, Céé!
    amo você ;**

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  2. AAAAAAAAAAAAAAMEEEEEEEI *------*
    Pq será né?! :)
    Arrasou Bolinha ♥

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  3. Ahhhh Que Bom.! *----*

    Valeo Bruninha. <33

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